Gramado sintético volta a ser alvo de críticas, e estudos confirmam maior risco em articulações
- 28 de ago. de 2025
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O atacante Memphis incendiou o debate sobre o uso de gramados artificiais no futebol brasileiro. Em publicação no X (antigo Twitter), o jogador escreveu: “Grama artificial mata o jogo. Brasil, quando vocês vão ouvir os jogadores?”. A frase repercutiu entre torcedores e atletas, reacendendo a discussão sobre os riscos do piso sintético.
De acordo com diversos estudos, não há diferença estatística relevante na quantidade total de lesões entre gramado natural e sintético. No entanto, a gravidade dos problemas muda o cenário. Pesquisas apontam que, no sintético, há maior incidência de lesões ligamentares em joelho e tornozelo, como rupturas do ligamento cruzado anterior. Essas lesões costumam ser mais graves, exigindo cirurgias e longos períodos de afastamento.
Já no gramado natural, predominam as lesões musculares, geralmente relacionadas à fadiga e à intensidade das partidas. Embora também preocupantes, costumam ter recuperação mais rápida e menos impacto duradouro na carreira dos atletas.
A diferença está na dinâmica do jogo: no piso sintético, a chuteira “trava” mais e o impacto sobre as articulações é maior, aumentando o risco de entorses e rupturas.
O Corinthians, por exemplo, já poupou jogadores, como Rodrigo Garro em partidas disputadas no sintético, como forma de prevenir sobrecargas e evitar agravamento de tendinites. A medida reflete a preocupação de comissões técnicas em lidar com os riscos que a ciência já indica.
Especialistas apontam que a solução passa por estratégias de prevenção, como fortalecimento muscular, treinos de propriocepção - exercícios voltados para melhorar a consciência corporal, o equilíbrio e a estabilidade das articulações - e adaptação gradual ao piso. Ainda assim, o debate sobre a permanência dos gramados artificiais segue aberto — entre a praticidade da manutenção e a voz dos jogadores que pedem mudanças.



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